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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Romanesco, o brócolis fractal

Desde que assisti um programa na TV Educativa sobre fractal me encantei pelo tema. Se entendi? Mais ou menos.... o apresentador mostrava paisagens que lembravam figuras geométricas e ... recortes de papel, sabe aqueles bonequinhos de papel que a gente dobra a folha varias vezes e corta apenas uma vez, e a desenho se reproduz tantas vezes quantas forem as dobras?

Não entendi plenamente, Matematica não é o meu forte. Mas gosto das imagens fractais, da arte fractal. Gosto e admiro o belo

Fractais (do latim fractus, fração, quebrado

A geometria fractal é o ramo da matemática que estuda as propriedades e comportamento dos fractais. Descreve muitas situações que não podem ser explicadas facilmente pela geometria clássica, e foram aplicadas em ciência, tecnologia e arte gerada por computador.

Um fractal (anteriormente conhecido como curva monstro) é um objeto geométrico que pode ser dividido em partes, cada uma das quais semelhante ao objeto original. Diz-se que os fractais têm infinitos detalhes, são geralmente auto-similares e independem de escala. Em muitos casos um fractal pode ser gerado por um padrão repetido, tipicamente um processo recorrente ou iterativo.

O termo foi cunhado em 1975 por Benoît Mandelbrot, matemático francês nascido na Polônia, que descobriu a geometria fractal na década de 70 do século XX, a partir do adjetivo latino fractus, do verbo frangere, que significa quebrar.

Fractais naturais são encontradas freqüentemente na natureza. Estes objetos exibem uma estrutura complexa próxima aos objetos matemáticos, porém finitas, se as observarmos em escalas maiores.

Os fractais naturais estão à nossa volta, basta observarmos as nuvens, as montanhas, os rios e seus afluentes, os sistemas de vasos sanguíneos, os feixes nervosos, etc.

Fonte: Wilkipedia

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Advocatus diaboli

http://www.cinemacomrapadura.com.br/filmes/imgs/oadvogadododiabo_1997_img_8.jpg

VOCE SABIA

… que antigamente, durante o processo de canonização pela Igreja Católica havia um Promotor da Fé (Promotor Fidei), e um Advogado do Diabo (advocatus diaboli), papéis desempenhados por advogados nomeados pela própria Igreja. O primeiro apresentava argumentos em favor da canonização o segundo fazia o contrário, ou seja, argumentava contra a canonização do candidato; era seu dever olhar ceticamente o processo, procurando lacunas nas provas de forma a poder dizer, por exemplo, que os milagres supostamente feitos eram falsos, etc.

O ofício de Advogado do Diabo foi estabelecido em 1587 e foi abolido pelo Papa João Paulo II em 1983. Isto causou uma subida dramática no número de indivíduos canonizados: cerca de 500 canonizados e mais de 1300 beatificados a partir desta data, enquanto apenas houvera 98 canonizações no período que vai de 1900 a 1983. Isto sugere que os Advogados do Diabo, de facto, reduziam o número de canonizações. Alguns pensam que terá sido um cargo útil para assegurar que tais procedimentos não ocorressem sem causa merecida, e que a santidade não era reconhecida com muita facilidade.

Hoje em dia o termo tem vindo a designar uma pessoa que discute a favor de um ponto de vista no qual não acredita, mas que o faz simplesmente para apresentar um argumento. Este processo pode vir a ser utilizado para testar a qualidade do argumento e identificar erros na sua estrutura.

Resumindo: os advogados determinavam, desde sempre, quem era santo, e quem nãoo era. No momento que foram tirados do rito de escolha, qualquer um podia e pode ser santo.

Foi o que eu entendi.

Christhian Naranjo

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Max Gehringer - Sábias respostas


Veja o comentário inteligente (e surpreendente) de Max Gehringer sobre mercado de trabalho na Rádio CBN, que foi ao ar no dia 9 de Março de 2008 às 7.55h

Existem muitos gurus que sabem dar respostas criativas às grandes questões sobre o mercado de trabalho. Aqui vai um resumo da entrevista com o famoso Reynold Remhn.

Pergunto: Ainda é possível ser feliz num mundo tão competitivo?
Resposta: Quanto mais conhecimento conseguimos acumular, mais entendemos que ainda falta muito para aprendermos. É por isso que sofremos. Trabalhar em excesso é como perseguir o vento. A felicidade só existe para quem souber aproveitar agora os frutos do seu trabalho.

Segunda pergunta: O profissional do futuro será um individualista?
Resposta: Pelo contrário. O azar será de quem ficar sozinho, porque se cair, não terá ninguém para ajudá-lo a levantar-se.

Terceira pergunta: Que conselho o Sr. dá aos jovens que estão entrando no mercado de trabalho?
Resposta: É melhor ser criticados pelos sábios do que ser elogiado pelos insensatos. Elogios vazios são como gravetos atirados em uma fogueira.

Quarta pergunta: E para os funcionários que tem Chefes centralizados e perversos?
Respostas: Muitas vezes os justos são tratados pela cartilha dos injustos, mas isso passa. Por mais poderoso que alguém pareça ser, essa pessoa ainda será incapaz de dominar a própria respiração.

Última pergunta: O que é exatamente sucesso?
Resposta: É o sono gostoso. Se a fartura do rico não o deixa dormir, ele estará acumulando, ao mesmo tempo, sua riqueza e sua desgraça.

Belas e sábias respostas.

Eu só queria me desculpar pelo fato de que não existe nenhum Reynold Remhn. Eu o inventei. Todas as respostas, embora extremamente atuais, foram retiradas de um livro escrito há 2.300 anos: o Eclesiastes, do Velho Testamento, da Bíblia.

Mas, se eu digo isso no começo, muita gente, talvez, nem tivesse interesse em continuar ouvindo.

Max Gehringer para a CBN.


sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Os olhos do cego

Eu era cego desde muito pequeno. Aos três anos de idade – assim contaram meus pais – fui atacado por uma ave de rapina que perfurou meus olhos.

Não guardei comigo nenhuma lembrança do mundo visível. As cores, para mim, eram palavras vazias de sentido. Conhecia o mundo pelas mãos, pelo nariz, pelos ouvidos. Não tinha olhos para ver.

Na época em que eu vivia, ser cego era quase uma sentença de morte. Sobrevivi porque arranjava um pouco de dinheiro cantando em casamentos e festas. No resto do tempo, mendigava.

Os mendigos cegos têm uma vantagem e uma desvantagem. A vantagem é que despertam maior piedade dos homens caridosos. A desvantagem é que são ludibriados pelos mendigos maus. Em toda profissão há gente desonesta.

Um dia, em Betsaida, alguém me tomou pelo braço e disse:

– Há um homem que você precisa conhecer.

Respondi, amargurado (mendigos maus haviam acabado de levar três moedas minhas):

– Não quero conhecer ninguém. Todos que eu conheço se aproveitam da minha escuridão.

Mas a pessoa que me procurou – até hoje não sei quem era – insistiu, puxando-me fortemente pelo braço.

Percebi que era conduzido para perto de uma multidão. No centro dessa multidão, disseram-me, havia um homem santo. Todos fizeram silêncio quando cheguei perto do tal homem. Quem havia me conduzido até ali sumiu de repente – e nunca mais apareceu.

O homem me tomou pelo braço e conduziu-me para fora da aldeia. Nesse local ermo, escutei o som de uma prece – e percebi que o homem cuspira em meus olhos mortos. Em seguida, ele impôs as mãos sobre a minha face – e eu vi um clarão mais forte que o da criação do Universo.

O homem perguntou se eu podia ver alguma coisa. Olhei para a multidão distante na aldeia e, espantado comigo mesmo, disse:

– Vejo os homens; são como árvores que andam.

E o homem me pediu para não entrar na aldeia, nem dizer nada a ninguém.

Mas como eu poderia esconder o fato de que havia recuperado a visão? Todos ali me conheciam; eu havia cantado no casamento e nas festas de inúmeras pessoas diferentes da região.

Aos poucos, fui aprendendo a enxergar as coisas distintamente. Sim, porque a visão é algo que se aprende aos poucos, como fazem as crianças de colo. Aprendi que o céu é azul; que o Sol é brilhante; que a água é incolor; que o sangue é vermelho; que as folhas são verdes; que à noite mergulhamos numa escuridão parecida, mas não igual à cegueira – porque existem as estrelas e a Lua, e elas também têm suas cores, se observarmos com atenção.

“Hoje vemos como através de um espelho, mas depois veremos face a face”, disse Paulo, que também ficou cego um dia, a meio caminho de Damasco.

Até hoje procuro duas pessoas neste mundo: o homem que me conduziu e o homem que me curou. E desconfio que eles sejam um só.

- Publicado no Jornal de Londrina.

Publicado em 12 de novembro de 2008 às 11:05 por briguet

Tags: cronica

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Fuga do Batmann Brasileiro

http://www.smh.com.au/ffximage/2005/10/18/batman_begins_big_051018100848275_wideweb__300x371,1.jpg


O diretor de Bangu 8, Luiz Henrique Burgos, foi exonerado na terça-feira (28), depois que o ex-policial militar Ricardo Teixeira Cruz, conhecido como Batman e acusado de integrar a milícia Liga da Justiça, fugiu pela porta da frente do presídio de segurança máxima.

Batman escapou na segunda (27), mas os funcionários só perceberam que ele havia fugido durante a contagem de presos feita ontem, 24 horas depois de o ex-PM ter saído da prisão.

domingo, 26 de outubro de 2008

As sapatilhas salvíticas - ou Porquê hoje é domingo....



Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles.Salmo 139:16




Será que quando nascemos já estão escritos os nossos dias aqui na terra?
Será mesmo que somos como marionetes nas mãos do destino, ou meros atores representando nossos papeis pelos palcos da existência?

Sinceramente não sei...

Mas porquê tantas indagações filosóficas?

Explico. Hoje, um pouco depois do meio dia estava eu numa das lojas de uma grande rede de supermercados comprando o almoço da família, o pedido já tinha sido feito e a gentil atendente pesado e embalado e deixado sobre o balcão estufa o meu pedido. Ao recolher as embalagens, nem sei explicar como, numa fração de segundos fui arremessada por quase dois metros, minha visão ficou turva, ao tentar me levantar vi que minhas pernas tinham vida própria debatiam-se desordenadamente e em embora eu quisesse me levantar elas não me obedeciam. As pessoas saíram de perto, nem mesmo sei se entenderam que tratava-se de choque elétrico.
Um simpático jovem de nome Leornado abaixou-se e disse: Senhora está me ouvindo, consegue levantar-se? Vou ajudá-la. E assim fez, ao levantar-me estava lívida com a respiração ofegante, e as pernas trêmulas, além de uma dor aguda no cóccix.
- Ainda não estou bem, o Senhor é o gerente?
- Não, não... sou cliente.
- Por favor chamem o Gerente, disse a um funcionário.
- Porquê hoje é domingo, e não temos gerente só encarregado.
- Tragam uma cadeira por favor, disse minha filha que só então percebeu que algo estava acontecendo comigo.
Trouxeram uma cadeira de rodas.
- Por favor tem equipe de primeiros socorros aqui?
- Tem sim funcionários treinados, mas não hoje, porque hoje é domingo...
- A gerente, cadê a gerente , ou encarregada que substitui a gerente
A gerente (encarregada, substituta eventual do gerente) apareceu ficou a alguns passos de mim, não me dirigiu a palavra e falava com alguém no celular.
- Senhora por favor venha me atender...
- Que foi que aconteceu?
- Acabei de tomar um choque de 220 volts, fui arremessada com violência no chão , cai me debatendo no chão, fui ajudada por um cliente, cadê vocês?
- A senhora tá sentindo alguma coisa?
- Sim: humilhação, vergonha, dor na coluna... cai de pernas abertas me debatendo... e ninguém da casa pra prestar algum socorro.
- A senhora quer que eu chame uma ambulância?

A minha filha tomou a palavra e as negociações. Claro que vocês devem chamar uma ambulância, é o mínimo, um médico deve avaliar o estado de minha mãe.
- Após alguns minutos, novamente a encarregada informa que a ambulância não pode vir resgata-la porque a senhora não está desmaiada.... vou chamar um táxi.
Após duas horas do acidente fui atendida enfim, pressão 15X9, batimentos cardíacos normais, dor localizada nas últimas vértebras, prescrição de analgésicos e antiinflamatórios.
Agora só uma dorzinha persistente no cóccix, que me impede de ficar sentada , ou muito tempo em pé, uma história bizarra pra contar, e uma certeza - a gente só morre no dia certo, um agradecimento a Deus pelo livramento do seol.

E o título do post?

Ontem minha filha me deu uma sapatilha bem graciosa de presente. Estreei-a para ir ao supermercado. Antes de sair ainda perguntei aos de casa se não era muito jovial a sapatilha. Não, não é.
As sapatilhas têm solados de borracha, e creio que, por isso o choque foi amortizado.
Benditas sapatilhas....

Porque hoje é domingo - Creio que não preciso explicar....




quinta-feira, 16 de outubro de 2008

SE OS TUBARÕES FOSSEM HOMENS - Por Bertolt Brecht


Se os tubarões fossem homens, perguntou a filha de sua senhoria ao senhor K., seriam eles mais amáveis para com os peixinhos?

Certamente, respondeu o Sr. K. Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal quanto vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e adoptariam todas as medidas sanitárias adequadas. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, ser-lhe-ia imediatamente aplicado um curativo para que não morresse antes do tempo.

Para que os peixinhos não ficassem melancólicos haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar alegremente em direcção à goela dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.



O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam rejeitar toda tendência baixa, materialista, egoísta e rebelde, e denunciar imediatamente aos tubarões aqueles que apresentassem tais tendências.

Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, proclamariam, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não se podem entender entre si. Cada peixinho que matasse alguns outros na guerra, os inimigos que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia uma comenda de herói.

Se os tubarões fossem homens também haveria arte entre eles, naturalmente. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores magníficas, e as suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos a nadarem com entusiasmo rumo às gargantas dos tubarões. E a música seria tão bela que, sob os seus acordes, todos os peixinhos, como orquestra afinada, a sonhar, embalados nos pensamentos mais sublimes, precipitar-se-iam nas goelas dos tubarões.

Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa no paraíso, ou seja, na barriga dos tubarões.

Se os tubarões fossem homens também acabaria a ideia de que todos os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores até poderiam comer os menores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles, mais frequentemente, teriam bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores detentores de cargos, cuidariam da ordem interna entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, polícias, construtores de gaiolas, etc.

Em suma, se os tubarões fossem homens, haveria uma civilização no mar.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Voltaire - Vol et taire


“O plágio, a cópia”
In: Pequena Fábrica de Literatura

O plágio é a reprodução pura e simples de um texto ou um fragmento de texto. Plagiar, diz o dicionário Robert, é copiar de um autor, atribuindo a si indevidamente as passagens da obra.


François Maynard (1582-1646)


Os humores teus são governo de estado;
Teu capricho faz calma e tempestade
E tu ris quando vês-me confinado
Em minha vila, longe da majestade.


Cléomedom, tudo sai-me a contento:
É tão belo o deserto em sua guarita,
Reconheço e me rendo a este tempo,
Fujo ao mundo e me torno eremita.


Sou feliz de enrugar sem ter prestia,
De me esconder, viver qual se queria,
Fazer troça do medo e da esperança.


Caso o Céu, que tão bem me recebeu,
Se apiede, de tu e desta França,
O teu gozo seria igual ao meu.


Voltaire (1694-1778)


É teu humor governo de estado;
Tua vontade faz calma e tempestade;
Mas tu ris quando vês-me confinado
Em minha vila, longe da majestade.
Que mal há, enrugar sem ter prestia
Não ter zelos, viver qual se queria?
Ah! Se o Céu, que tão bem me recebeu,
Se apieda, de tu e desta França,
O teu gozo seria igual ao meu.


Vejamos como Voltaire se justificava do procedimento, nas suas Cartas Filosóficas:

“Quase tudo é imitação. O Boiardo imitou o Pulci, e o Ariosto o Boiardo. Os espíritos mais originais emprestam um dos outros. Metastásio compôs a maioria de suas óperas a partir das tragédias francesas. Diversos autores ingleses nos copiaram e calaram isso. Livros são como o fogo das lareiras: toma-se o fogo no vizinho e acende-se em casa, passa-se adiante e ei-lo pertencente a todos.”

Fonte:Traduções gratuitas


sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Erguei as mãos


LAURA MATTOS
da Folha de S.Paulo


A agenda de Geraldo Alckmin desta quinta diz que ele participa, com a sua mulher, Lu, da missa de Marcelo Rossi no Santuário do Terço Bizantino, que costuma reunir até 10 mil fiéis -- e muitos eleitores.

Na quinta-feira passada, o padre-astro recebeu em seu altar Gilberto Kassab, que ganhou até bolo de aniversário e "parabéns" puxado pelo religioso.

Ao final, eis o que se deu no sermão:

"Quem tem alguma dor física levanta a mão!", conclama Rossi.

Kassab não levanta.

"Quem é pego por maus pensamentos?"

Kassab não levanta.

"E pessimismo? Quem conhece alguém que fala coisas pessimistas?"

Kassab não levanta.

"Quem já sofreu a dor da traição?"

Kassab não levanta.

"Quem tem carências?"

Kassab não levanta.

"Para quem não levantou até agora, nós temos um hospício aqui do lado"


quinta-feira, 15 de maio de 2008

A flor de maracujá, fleur de la passion.



Os missionários usavam a flor de maracujá para explicar aos índios a morte e ressurreição de Jesus.


O clima quente e úmido dos trópicos fez crescer uma planta tão exótica quanto a terra descoberta pelos portugueses. O maracujá era bem conhecido dos índios das Américas e apreciado também - uma das misteriosas maravilhas escondidas no Novo Mundo. Para nós, é maracujá; mas os europeus deram outro nome a essa planta. Na Europa, ela foi batizada de fruta da Paixão. Mas se engana quem pensa que isso tem a ver com aqueles sonhos de amor tropical. Estamos falando da Paixão de Cristo. Mundo a fora, o nosso maracujá é a fruta da paixão - não aquele sentimento acalorado, que surge entre dois amantes, mas a Paixão de Cristo. Em francês, fleur de la passion; em italiano, fiore della passione; em inglês, passion flower. No Brasil, ela é a flor de maracujá. Maracujá, na língua tupi, quer dizer alimento dentro da cuia – bem adequado. Há mais de 500 anos, quando os portugueses chegaram ao Brasil com suas caravelas e alguns jesuítas a bordo, era o período da Páscoa. Por isso, a primeira porção de terra avistada foi chamada de Monte Pascal. Era também a época da floração do maracujá. A flor encantou os europeus. Ela é bastante cheirosa e de uma beleza rara, exótica. Mas os missionários estrangeiros viam mais que apenas perfume e beleza. Eles viam na flor de formação tão complexa uma metáfora perfeita para explicar aos índios a história da Paixão de Cristo. Na catequese, misturada com botânica, os filamentos em volta do miolo se transformam na coroa de espinhos. O roxo é a cor do sofrimento. Os três estigmas, a parte do órgão feminino da flor, são os cravos que prenderam Cristo na cruz. A flor tem cinco estames, a parte onde é produzido o pólen. É o mesmo número das chagas de Cristo. Para contar a história aos índios, o jesuítas transformaram as gavinhas, que ajudam a trepadeira a subir, no chicote do martírio. No cálice da flor, os religiosos viram o cálice do vinho que Jesus recusou na subida do Gólgota. Dentro do cálice, a esponja encharcada com vinagre, oferecida a Cristo na cruz. E na folha pontuda do maracujazeiro, a lança do soldado romano. Por fim, o formato do fruto, redondo, a representação do mundo que, para os cristãos, Cristo veio redimir. No início do século XVII, algumas sementes de maracujá foram enviadas de presente ao papa Paulo V, que mandou cultivar a planta em Roma e divulgar que ela representava uma revelação divina. Nascia o fruto da Paixão. Mas não é só na Europa que fruto, flor e religião se misturam. No Brasil, também existe a crença de que o maracujá foi criado por Deus para lembrar o sacrifício do calvário. Na poesia “Flor de maracujá”, de Catulo da Paixão Cearense, perguntado por que razão nasce roxa a flor do maracujá, o sertanejo explica que ao pé da cruz havia uma planta com flores brancas, que foram tingidas pelo sangue de Jesus.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Perguntas de um Operário Letrado - Bertold Brecht


Quem construiu Tebas, a das sete portas?

Nos livros vem o nome dos reis,

Mas foram os reis que transportaram as pedras?

Babilónia, tantas vezes destruída,

Quem outras tantas a reconstruiu?

Em que casas

Da Lima Dourada moravam seus obreiros?

No dia em que ficou pronta a

Muralha da China para onde

Foram os seus pedreiros?

A grande Roma

Está cheia de arcos de triunfo.

Quem os ergueu?

Sobre quemTriunfaram os Césares?

A tão cantada Bizâncio

Só tinha palácios

Para os seus habitantes?

Até a legendária Atlântida

Na noite em que o mar a engoliu

Viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Índias

Sozinho?

César venceu os gauleses.

Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?

Quando a sua armada se afundou

Filipe de Espanha Chorou.

E ninguém mais?

Frederico II ganhou a guerra dos sete anos

Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitória.

Quem cozinhava os festins?

Em cada década um grande homem.

Quem pagava as despesas?

Tantas histórias

Quantas perguntas

quinta-feira, 17 de abril de 2008

RAQUEL DE QUEIROZ


"[...] tento, com a maior insistência, embora com tão
precário resultado (como se tornou evidente), incorporar a
linguagem que falo e escuto no meu ambiente nativo à
língua com que ganho a vida nas folhas impressas.
Não que o faça por novidade, apenas por necessidade.
Meu parente José de Alencar quase um século atrás vivia
brigando por isso e fez escola."

segunda-feira, 14 de abril de 2008

As flores e as cores

A cor amarela traz equilíbrio interno dos pensamentos e emoções,induz, paz, silêncio e calma.
O sol é amarelo, girassóis também. Ouro, riquezas também são representados pelo amarelo dourado !


O branco traz leveza, o espaço, a liberdade, o vazio, a frieza, a verdade, a ausência, a limpeza, o infinito, a luz... a sabedoria, a inteligência, a divindade, o bem, o recomeço...O branco, que muitas vezes se considera como uma não-cor... é como o símbolo de um mundo onde todas as cores, em sua qualidade de propriedades de substâncias materiais, se tenham desvanecido...






AZUL.As coisas mais preciosas na natureza tem essa cor: o céu e o mar.
Quando se quer dizer que tudo está bem se diz : Tudo azul.
E flores azuis são belas e raras, Miosótis, hortências são azuis.
A nobreza tem sangue azul.
Os olhos de Belle também são azuis.
E a rosa azul é tão rara, que chega-se a acreditar ser impossivel a sua existencia.
Amo a cor azul.

Vermelho, vermelhaço,vermelhusco, vermelhante, vermelhão...Meu coração é vermelho ...Tudo é garantido Após a rosa vermelhar Tudo é garantido Após o sol vermelhecer... (Fáfa de Belem)
Vermelho representa amor, paixão, força, energia.
Se o amor tivesse cor seria vermelha, e sua representação seria um coração ou uma rosa?

Roselee Salles

terça-feira, 25 de março de 2008

Questionnaire de Proust.

O Questionário de Proust - para você se conhecer melhor
Recebi por e-mail, de uma amiga, o questionario abaixo, resolvi investigar (na internet, é claro) e descobri o seguinte:

Lá por volta de 1886, o então muito jovem escritor estava na festa da prima, Antoinette, e foi convidado a preencher um questionário. Era uma modinha, como se diz, uma brincadeira, coisa dos refinados salões da Belle Époque, servia para criar assuntos e animar as festas. Proust respondeu ao mesmo questionário duas vezes na vida, uma quando era menino e outra, já um rapaz. As respostas do gênio da literatura francesa tornaram o modelo de questionário tão famoso que virou uma espécie de padrão até de entrevistas jornalísticas...Você pode responder as 29 perguntas de Proust assim sem pensar, como se fosse uma brincadeira, mas as respostas podem ser reveladoras e, até, surpreendentes se você experimentar fazê-las por escrito...

........................................................................
Aqui , eu respondo.

1. Qual é sua maior qualidade?

Obstinaçaõ. Sou forte e obstinada como um carvalho


2. E seu maior defeito?
Eu me importo com as opiniões dos outros.


3. A coisa mais importante em um homem?
Inteligencia e sensibilidade.


4. E em uma mulher?
Admiro aquelas que cultivam o espirito e o intelecto, haja vista que "enganosa é a graça e vã a formosura".


5. O que você mais aprecia nos seus amigos?
A fidelidade deles por mim.

6. Sua atividade favorita é...
Ler, dormir, comer. (nessa ordem).


7. Qual é sua idéia de felicidade?
Uma banheira de agua quente, um livro, lapis papel, musica ambiente, tudo isso no meu banheiro

8. E o que seria a maior das tragédias?
Perder um dos meus filhos. Quero morrer primeiro.

9. Quem você gostaria de ser, se não fosse você mesmo?
Talvez Cecilia Meireles, temos algo em comum: orfãs na infancia, sobrenome Carvalho, profissão professora.Quer dizer, seria eu mesma com o talento de escritora.


10.E onde gostaria de viver?
Passargada é um bom lugar..


11.Qual sua cor favorita?
Lilás, violeta, fucsia, azul. Impossivel escolher uma só


12.Sua flor?
As camélias do Leblon. Gosto muito de margaridas.


13.Um pássaro?
Fenix


14.Seus autores preferidos?
Machado de Assis, Visconde de Taunay, Raquel de Queiroz, Clarice Linspector.


15.E os poetas de que mais gosta?
Cecilia Meireles, Manuel Bandeira, José Hierro, Baudellaire, e..., Caetano Veloso.


16.Quem são seus heróis de ficção?
Don Quixote, Zorro


17.E as heroínas?
Mulher Maravilha, Luzia Homem


18.Seu compositor favorito é...
Chico Buarque, Fátima Leão.


19.E os artistas que você mais curte?
Paulo Autran, Fernanda Montenegro, Abelardo da Hora


20.Quem são suas heroínas na vida real?
As escritoras, as cientistas, Ane Frank


21.E quem são seus heróis?
Brasileiros que conseguem sobreviver com um salário minimo e não perdem a alegria nem a esperança.


22.Qual é sua palavra favorita?
Isabelle


23.O que você mais detesta?
Mentiras.


24.Quais são os personagens históricos que você mais despreza?
Hitler, Poncio Pilatos, Bush, Idi Amim.


25.Quais os dons da Natureza que você gostaria de possuir?
Saber cantar, escrever.


26.Como você gostaria de morrer?
Sem expectadores, dormindo, preferencialmente.


27.Agora, já, como você está se sentindo?
Bem obrigada. Um pouco ansiosa. Ah, lembrei, ansiedade é o meu maior defeito.


28.Que defeito é mais fácil perdoar?
Burrice. Ninguém é burro porque quer...


29.Qual é o lema da sua vida?
"Enqunto há vida, há esperança"

 
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