| OAB-SP nega inscrição de Pimenta Neves como advogado |
| Andréia Henriques O jornalista Antonio Pimenta Neves, condenado pela morte da namorada Sandra Gomide, não poderá advogar. Por unanimidade, o Conselho da seccional paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) negou o pedido para a inscrição do jornalista como advogado. Réu confesso e bacharel em Direito desde 1973, Pimenta Neves solicitou a inscrição na Ordem em 2002 e o processo tramitou por seis anos na entidade. Pela Lei 5.960 (revogada pelo Estatuto da Advocacia), ele não precisaria prestar Exame de Ordem. A decisão do Conselho fundamentou-se nos pareceres do relator do caso, Euro Bento Maciel, da advogada Ivete Senise Ferreira, que havia pedido vista do processo, e do conselheiro Fábio Marcos Bernardes Trombetti, membro da Comissão de Seleção e Inscrição da Ordem. Os três votaram pelo indeferimento do pedido, posição acompanhada pelos demais conselheiros presentes na reunião. Um dos requisitos para a inscrição na OAB é a idoneidade moral. Os conselheiros levaram em conta que Pimenta Neves não teria uma conduta social compatível com a dignidade da advocacia e, também, não teria condições adequadas para seu desempenho. Na reunião, os conselheiros debateram se seria possível relevar a questão da idoneidade, já que Pimenta Neves não tem uma condenação definitiva. A Constituição Federal de 1988 garantiu que até o trânsito em julgado da sentença condenatória (quando não existe mais possibilidade de recorrer) todos são considerados inocentes. No entanto, segundo parecer da conselheira Ivete Senise, a idoneidade moral requisitada pelo Estatuto da Advocacia é desvinculada da questão criminal. A advogada Maria José da Costa Ferreira, que fez a sustentação oral de Pimenta Neves, afirmou que recebeu a decisão com bastante desalento. Ela afirmou que não sabe se vai recorrer, pois ainda não falou com o jornalista. “Todas as questões relacionadas ao Pimenta Neves são mais complicadas e têm um peso maior na sociedade”, afirmou a advogada, que disse estar inconformada com o tratamento desigual dado ao jornalista. Segundo a tese da defesa, Pimenta Neves tem idoneidade moral independentemente do crime. Além disso, a defesa sustentou não ser possível falar em idoneidade, já que a sentença de Pimenta Neves ainda não transitou em julgado. Crime O crime aconteceu em 20 de agosto de 2000, em um haras em Ibiúna. Sandra foi morta a tiros por Pimenta Neves, que confessou o crime. Em 2006, depois de três dias de júri, o jornalista foi condenado por homicídio doloso a 19 anos, dois meses e 12 dias de prisão, mas pôde recorrer em liberdade. A pena foi posteriormente reduzida a 18 anos pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), reconhecendo a confissão espontânea do acusado. Após a morte de Sandra Gomide, que tinha 32 anos na época, Pimenta Neves passou sete meses preso e, em março de 2001, conseguiu liminar do STF (Supremo Tribunal Federal) que garantia sua liberdade até a apreciação dos recursos pelo TJ-SP. Como o TJ paulista determinou sua prisão ao julgar a apelação do júri, a defesa do jornalista foi ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), que reduziu a condenação a 15 anos de prisão. O jornalista tem hoje 71 anos, o que pode impedir que ele seja preso novamente. Em outubro de 2008, a juíza Mariella Ferraz de Arruda Nogueira, da 39ª Vara Cível de São Paulo, mandou o jornalista pagar mais de R$ 166 mil aos pais de Sandra Gomide. Segunda-feira, 17 de novembro de 2008 |
terça-feira, 18 de novembro de 2008
FILHOS BRILHANTES ALUNOS FASCINANTES
(Texto Augusto Cury)
Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.
Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.
Bons jóvens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.
Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio. A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe mas no quanto ele tem consciência que não sabe.
O destino não é frequentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.
Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.
Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.
Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.
Dr. Augusto Cury é publicado em dezenas de países. É considerado um dos autores mais lidos da atualidade
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
ANALOGIA
Amo o Inverno assim triste, assim sombrio,
lembrando alguém que já não sabe amar;
e sempre, quando o sinto e quando o espio,
julgo-te eterizado, esparso no ar.
Afoita, a alma do Inverno desafio,
para inda te querer e te pensar...
para gozá-lo e gozar-te, que arrepio!...
que semelhança em ambos singular!...
Loucura pertinaz do meu anelo:
— emprestar-te, emprestar-lhe uma emoção,
— pelo mal de perder-te querer tê-lo...
Amor! Inverno! Minha aspiração!
quem me dera resfriar-me no teu gelo!
quem me dera aquecer-te em meu verão!...
Gilka da Costa de Melo Machado (Rio de Janeiro RJ 1893-1980)
domingo, 16 de novembro de 2008
Carta Social = R$ 0,01.
A carta social não é novidade. Este serviço foi criado pelo Ministério das Comunicações, através da Portaria nº 245, publicada em 1995, na administração do então presidente da República Itamar Franco. Tal selagem de natureza social, como o próprio nome diz, tem o objetivo de estimular a população de baixa renda a se corresponder através de cartas pagando um preço simbólico pela selagem.
Mas nem toda carta pode ser considerada do tipo social. Para tanto, é necessário estar manuscrita (escrita de caneta e à mão), em envelope simples, pesar até dez gramas (peso de um papel ofício), destinada de pessoa física para pessoa física e ter escrito no lado esquerdo do envelope, em cima do CEP, a palavra ‘‘carta social’’.
Decreto 6.523/2008 - novas regras para os call centers
Com a entrada em vigor em dezembro do Decreto 6.523/2008, que determina novas regras para os call centers, a função dos protocolos de atendimento fornecidos pelas empresas ficará bem definida: esses números funcionarão como histórico de atendimento – o que nem sempre acontece hoje em dia.
“O texto do decreto é claro: no início da ligação a empresa deve informar o registro numérico da solicitação e esse número único deve representar o histórico de atendimento”, afirma Andréa Sanchez, diretora de Programas Especiais do Procon de São Paulo. “O protocolo deve ser anotado pelo consumidor, pois é a garantia de que ele registrou um pedido na empresa.”
As novas regras:
A lei vale para todos os call centers
- A ligação deve ser gratuita;
- O tempo de espera deve ser de no máximo 20 segundos;
- Falar com um atendente deve ser a primeira opção do menu. Nada de tecle isso e aquilo;
- Depois de relatado o problema, ele deve ser resolvido em 5 dias no máximo;
- Também deve constar no menu a opção de cancelar o serviço. E esta, após selecionada, deve ser efetuada imediatamente;
- A possibilidade de acompanhar protocolos pela internet;
- Os atendentes devem estar preparados tecnicamente para lhe responder qualquer coisa e também para atender deficientes;
- O consumidor poderá ser repassado para outro atendente somente 1 vez;
- O SAC deve funcionar 24 horas por dia, 7 dias por semana.
HUMOR - OBAMANIA
de 'tutty', um pouco
Epidemia"A obamamania que ataca o planeta não poupa ninguém.
O próprio Michael Jackson está com vontade de ser negro de novo!"
Tutty Vasques
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Os olhos do cego
Eu era cego desde muito pequeno. Aos três anos de idade – assim contaram meus pais – fui atacado por uma ave de rapina que perfurou meus olhos.
Não guardei comigo nenhuma lembrança do mundo visível. As cores, para mim, eram palavras vazias de sentido. Conhecia o mundo pelas mãos, pelo nariz, pelos ouvidos. Não tinha olhos para ver.
Na época em que eu vivia, ser cego era quase uma sentença de morte. Sobrevivi porque arranjava um pouco de dinheiro cantando em casamentos e festas. No resto do tempo, mendigava.
Os mendigos cegos têm uma vantagem e uma desvantagem. A vantagem é que despertam maior piedade dos homens caridosos. A desvantagem é que são ludibriados pelos mendigos maus. Em toda profissão há gente desonesta.
Um dia, em Betsaida, alguém me tomou pelo braço e disse:
– Há um homem que você precisa conhecer.
Respondi, amargurado (mendigos maus haviam acabado de levar três moedas minhas):
– Não quero conhecer ninguém. Todos que eu conheço se aproveitam da minha escuridão.
Mas a pessoa que me procurou – até hoje não sei quem era – insistiu, puxando-me fortemente pelo braço.
Percebi que era conduzido para perto de uma multidão. No centro dessa multidão, disseram-me, havia um homem santo. Todos fizeram silêncio quando cheguei perto do tal homem. Quem havia me conduzido até ali sumiu de repente – e nunca mais apareceu.
O homem me tomou pelo braço e conduziu-me para fora da aldeia. Nesse local ermo, escutei o som de uma prece – e percebi que o homem cuspira em meus olhos mortos. Em seguida, ele impôs as mãos sobre a minha face – e eu vi um clarão mais forte que o da criação do Universo.
O homem perguntou se eu podia ver alguma coisa. Olhei para a multidão distante na aldeia e, espantado comigo mesmo, disse:
– Vejo os homens; são como árvores que andam.
E o homem me pediu para não entrar na aldeia, nem dizer nada a ninguém.
Mas como eu poderia esconder o fato de que havia recuperado a visão? Todos ali me conheciam; eu havia cantado no casamento e nas festas de inúmeras pessoas diferentes da região.
Aos poucos, fui aprendendo a enxergar as coisas distintamente. Sim, porque a visão é algo que se aprende aos poucos, como fazem as crianças de colo. Aprendi que o céu é azul; que o Sol é brilhante; que a água é incolor; que o sangue é vermelho; que as folhas são verdes; que à noite mergulhamos numa escuridão parecida, mas não igual à cegueira – porque existem as estrelas e a Lua, e elas também têm suas cores, se observarmos com atenção.
“Hoje vemos como através de um espelho, mas depois veremos face a face”, disse Paulo, que também ficou cego um dia, a meio caminho de Damasco.
Até hoje procuro duas pessoas neste mundo: o homem que me conduziu e o homem que me curou. E desconfio que eles sejam um só.
- Publicado no Jornal de Londrina.
Publicado em 12 de novembro de 2008 às 11:05 por briguet
Tags: cronica

