segunda-feira, 16 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher

Madalena Caramuru - primeira mulher brasileira alfabetizada


Madalena Caramuru viveu na Bahia em meados do século XVI. Alguns historiadores, como Gastão Penalva e Francisco Varnhagen, atestam que ela foi a primeira mulher brasileira a saber ler e escrever, numa época em que as mulheres eram mantidas na absoluta ignorância.

Madalena Caramuru, indígena brasileira era filha de Diogo Álvares Correia, mais conhecido como Caramuru, com uma índia da tribo dos Tupinambás, Moema Paraguaçu. Madalena escreveu uma missiva de próprio punho ao bispo de Salvador, no dia 26 de março de 1561, pedindo que as crianças escravas, "que se vêem separadas dos pais cativos, sem conhecerem Deus, sem falarem a nossa língua e reduzidas a esqueletos", fossem salvas dos maus-tratos. Oferecia a quantia de 30 peças para o resgate das "pobres crianças", que não tinham forças para o trabalho. Afirmava que os negociantes de negros queriam que a morte as levasse depressa e lamentava que a Bahia, "que ainda ontem era berço de uma geração tão pura tivesse passado a ser vítima do domínio de negociantes negreiros, que a cada navio que chega despejam na praia, para serem vendidos em leilão, os inocentes pretos tão dignos de melhor sorte"...

14/11/2001: Selo Homenagem a Madalena Caramuru: Primeira Mulher Alfabetizada no Brasil; com valor facial de R$0,55. Ao centro da peça, figura uma jovem com características indígenas, trajando indumentária européia, de modo a simbolizar o processo de miscigenação entre brancos e silvícolas brasileiros, do qual Madalena Caramuru era fruto.

Em sua mão direita, aparece uma pena de escrivão, instrumento utilizado para a escrita na época em que a jovem viveu. Ao fundo, espécimes da flora brasileira (mamoeiro, cajueiro e coqueiro) e um manuscrito expressam o cenário do território nacional e a luta pela alfabetização da mulher.


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