terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A Igreja Assembléia de Deus - 443ª Casa de Oração - localizada na rua Rio Iça, 1001, Conjunto Vieiralves, foi condenada pela justiça a providenciar projeto de contenção acústica no prazo de 30 dias, em razão do ruído provocado pelos fiéis que, nos cultos, clamavam aos gritos o nome do Senhor.

A ação de obrigação de fazer prevê multa de R$ 2.000,00 por dia, caso a Igreja não providencie a obra no prazo assinado.

A ação tramitou perante o juízo da 20ª Vara Cível de Manaus, sob o nº 001.07.358795-9.

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Essa postagem está publicada no blog "Diario de um Juiz" e foi um dos mais comentados. Há comentários bem interessantes, outros nem tanto... Se quiseres ler os comentários, vale a pena, acesse www.diariodeumjuiz.com


A Celebration (tradução)

Composição: u2

Eu vou!
Eu creio em uma celebração
Eu creio que nós podemos ser livres.
Eu creio que você pode soltar estas cadeias
Eu creio que você pode dançar comigo, dance comigo.
Trema! Trema!
Trema! Trema!

Eu creio na Terceira guerra mundial
Eu creio na bomba atômica.
Eu creio no poder-que-seja
Mas eles não me dominarão.

E você pode ir lá também,
E você pode ir, vá, vá, vá!
Trema! Trema!
Trema! Trema!

E nós não temos o tempo
E tudo vai em volta e em volta
E nós não temos tempo
Para assistir o mundo ir e se cai abaixo.
Eu creio nos sinos de igreja de Cristo
Soando para esta terra.
Eu creio nas celas de Mountjoy
Há um homem honrado.

E você pode ir lá também, etc.

Eu creio nos muros de Jericó
Eu creio que eles estão vindo abaixo.
Eu creio nas crianças desta cidade
Eu creio no som da trombeta.

E você pode ir lá também, etc.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Nietzsche, e o Deus que dança

Por Filipe Garcia

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Nietzsche disse que só creria num Deus que soubesse dançar.

No entanto, por insensibilidade ou por distração não percebeu que em Jesus Deus estava dançando e, por isso, perdeu o show e não pode apreciar a dança.

Sim, em Jesus, Deus dançou e dança de forma graciosa conosco. Ninguém que com alguma percepção e sensibilidade leia o Evangelho deixará de ver Jesus em constante dança. Vejamos:

Ele começa seu ministério interrompendo a falência de uma festa e transformando água em vinho; ele é recriminado e criticado porque atende a convites para festas em casas de pessoas pouco recomendáveis e porque dança com pessoas descriminadas e consideradas indignas; sua misericórdia para com o drama humano é música aos ouvidos dos oprimidos e marginalizados; seus gestos inclusivos e subversivos são parte da mais estonteante das coreografias; e quando ele deseja expressar a alegria de Deus e de anjos pela chegada da consciência a algum coração, ele prepara o cenário de uma festa. O pai do pródigo dançava e gostava de música; os reis das parábolas de Jesus promoviam grandes festas; e o Nazareno em pessoa convidava todos para a Grande Festa.

Por isso, eu digo que Nietzsche não viu nada. Aliás, viu tanto “cristianismo” que não viu Deus dançando em Cristo. Ele mesmo não percebeu o quão pré-condicionado estava; não conseguiu enxergar que tudo era um convite para a festa na casa do Pai. As parábolas de Jesus estão cheias de convites para que se venha dançar e quando ninguém atende ao convite, ainda assim ele não cancela a festa: enche a casa de mendigos, veste-os com trajes próprios e ordena a liberdade.

Até João Batista, que não dançava do lado de fora, sabia que o que estava acontecendo era uma festa. Jesus era o noivo. A festa era dele. João se alegrava.

De fato, se eu tivesse que dizer alguma coisa ao filósofo, lhe diria: Eu é que não acredito em filósofos que não sabem dançar e nem ver quando a festa está proposta. O que custava ao filósofo era crer que Deus não tinha nada a ver com o mal humor do Cristianismo; que chatos são os cristãos e não o Cristo; faltava-lhe perceber o contraste que existia e existe entre Jesus e os religiosos. Acabou que o pensador foi incapaz de ouvir as músicas e entrar na festa.

Portanto, quem tem ouvidos para ouvir as músicas da Graça, que entre na festa. Deus está chamando você pra dançar e é por isso é que o convite tem o nome de Boas Novas.

Religions are like fireflies.

* “Religions are like fireflies. They require darkness in order to shine.”

Arthur Schopenhauer (Danzig, 22 de Fevereiro 1788 — Frankfurt, 21 de Setembro 1860)

Túnel do Tempo


Nosso encontro aconteceu como eu imaginava
Você não me reconheceu, mas fingiu que não era nada
Eu sei que alguma coisa minha, em você ficou guardada
Como num filme mudo antes da invenção das palavras

Afinei os meus ouvidos pra escutar suas chamadas
Sinais do corpo eu sei ler nas nossas conversas demoradas
Mas há dias em que nada faz sentido


E o sinais que me ligam ao mundo se desligam

Eu sei que uma rede invisível irá me salvar
O impossível me espera do lado de lá
Eu salto pro alto eu vou em frente
De volta pro presente

Sozinho no escuro nesse túnel do tempo
Sigo o sinal que me liga à corrente dos sentimentos
Onde se encontra a chave que me devolverá
O sentido das palavras ou uma imagem familiar
Mas há dias em que nada faz sentido
E os sinais que me ligam ao mundo se desligam


ROMANCE DAS PALAVRAS AÉREAS


"Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Ai, palavras, ai, palavras,
sois de vento, ides no vento,
no vento que não retorna,
e, em tão rápida existência,
tudo se forma e transforma!
Sois de vento, ides no vento,
e quedais, com sorte nova!
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Todo o sentido da vida
principia à vossa porta;
o mel do amor cristaliza
seu perfume em vossa rosa;
sois o sonho e sois a audácia,
calúnia, fúria, derrota...
A liberdade das almas,
ai! com letras se elabora...
E dos venenos humanos
sois a mais fina retorta:
frágil, frágil como o vidro
e mais que o aço poderosa!
Reis, impérios, povos, tempos,
pelo vosso impulso rodam...
Detrás de grossas paredes,
de leve, quem vos desfolha?
Pareceis de tênue seda,
sem peso de ação nem de hora...
- e estais no bico das penas,
- e estais na tinta que as molha,
- e estais nas mãos dos juizes,
- e sois o ferro que arrocha,
- e sois barco para o exílio,
- e sois Moçambique e Angola!
Ai, palavras, ai, palavras,
ídeis pela estrada afora,
erguendo asas muito incertas,
entre verdade e galhofa,
desejos do tempo inquieto,
promessas que o mundo sopra...
Ai, palavras, ai, palavras,
mirai-vos: que sois, agora?
- Acusações, sentinelas,
bacamarte, algema, escolta;
- o olho ardente da perfídia,
a velar, na noite morta;
- a umidade dos presídios,
- a solidão pavorosa;
- duro ferro de perguntas,
com sangue em cada resposta;
- e a sentença que caminha,
- e a esperança que não volta,
- e o coração que vacila,
- e o castigo que galopa...
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Perdão podíeis ter sido!
- sois madeira que se corta,
sois vinte degraus de escada,
- sois um pedaço de corda...
- sois povo pelas janelas,
cortejo, bandeiras, tropa...
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Éreis um sopro na aragem...
- sois um homem que se enforca!

"Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Ai, palavras, ai, palavras,
sois de vento, ides no vento,
no vento que não retorna,
e, em tão rápida existência,
tudo se forma e transforma!
Sois de vento, ides no vento,
e quedais, com sorte nova!
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Todo o sentido da vida
principia à vossa porta;
o mel do amor cristaliza
seu perfume em vossa rosa;
sois o sonho e sois a audácia,
calúnia, fúria, derrota...
A liberdade das almas,
ai! com letras se elabora...
E dos venenos humanos
sois a mais fina retorta:
frágil, frágil como o vidro
e mais que o aço poderosa!
Reis, impérios, povos, tempos,
pelo vosso impulso rodam...
Detrás de grossas paredes,
de leve, quem vos desfolha?
Pareceis de tênue seda,
sem peso de ação nem de hora...
- e estais no bico das penas,
- e estais na tinta que as molha,
- e estais nas mãos dos juizes,
- e sois o ferro que arrocha,
- e sois barco para o exílio,
- e sois Moçambique e Angola!
Ai, palavras, ai, palavras,
ídeis pela estrada afora,
erguendo asas muito incertas,
entre verdade e galhofa,
desejos do tempo inquieto,
promessas que o mundo sopra...
Ai, palavras, ai, palavras,
mirai-vos: que sois, agora?
- Acusações, sentinelas,
bacamarte, algema, escolta;
- o olho ardente da perfídia,
a velar, na noite morta;
- a umidade dos presídios,
- a solidão pavorosa;
- duro ferro de perguntas,
com sangue em cada resposta;
- e a sentença que caminha,
- e a esperança que não volta,
- e o coração que vacila,
- e o castigo que galopa...
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Perdão podíeis ter sido!
- sois madeira que se corta,
sois vinte degraus de escada,
- sois um pedaço de corda...
- sois povo pelas janelas,
cortejo, bandeiras, tropa...
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Éreis um sopro na aragem...
- sois um homem que se enforca!

(Cecília Meireles, Romanceiro da Inconfidência)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Nietzsche e o Deus que dança




Por Filipe Garcia

Nietzsche disse que só creria

num Deus que soubesse dançar. No entanto, por insensibilidade ou por distração não percebeu que em Jesus Deus estava dançando e, por isso, perdeu o show e não pode apreciar a dança.


Sim, em Jesus Deus dançou e dança de forma graciosa conosco. Ninguém que com alguma percepção e sensibilidade leia o Evange


lho deixará de ver Jesus em constante dança. Vejamos:

Ele começa seu ministério interrompendo a falência de uma festa e transformando água em vinho; ele é recriminado e criticado porque atende a convites para festas em casas de pessoas pouco recomendáveis e porque dança com pessoas descriminadas e consideradas indignas; sua misericórdia para com o drama humano é música aos ouvidos dos oprimidos e marginalizados; seus gestos inclusivos e subversivos são parte da mais estonteante das coreografias; e quando ele deseja expressar a alegria de Deus e de anjos pela chegada da consciência a algum coração, ele prepara o cenário de uma festa. O pai do pródigo dançava e gostava de música; os reis das parábolas de Jesus promoviam grandes festas; e o Nazareno em pessoa convidava todos para a Grande Festa.

Por isso, eu digo que Nietzsche não viu nada. Aliás, viu tanto “cristianismo” que não viu Deus dançando em Cristo. Ele mesmo não percebeu o quão pré-condicionado estava; não conseguiu enxergar que tudo era um convite para a festa na casa do Pai. As parábolas de Jesus estão cheias de convites para que se venha dançar e quando ninguém atende ao convite, ainda assim ele não cancela a festa: enche a casa de mendigos, veste-os com trajes próprios e ordena a liberdade.

Até João Batista, que não dançava do lado de fora, sabia que o que estava acontecendo era uma festa. Jesus era o noivo. A festa era dele. João se alegrava.

De fato, se eu tivesse que dizer alguma coisa ao filósofo, lhe diria: Eu é que não acredito em filósofos que não sabem dançar e nem ver quando a festa está proposta. O que custava ao filósofo era crer que Deus não tinha nada a ver com o mal humor do Cristianismo; que chatos são os cristãos e não o Cristo; faltava-lhe perceber o contraste que existia e existe entre Jesus e os religiosos. Acabou que o pensador foi incapaz de ouvir as músicas e entrar na festa.

Portanto, quem tem ouvidos para ouvir as músicas da Graça, que entre na festa. Deus está chamando você pra dançar e é por isso é que o convite tem o nome de Boas Novas.


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Natal, Natal, Natal....

Natal Papai Noel

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Natal Espirito Santo
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Natal Pós Modernidade
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Fonte: http://jasielbotelho.blogspot.com/

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Soneto de Natal

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Um homem, — era aquela noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno, —
Ao relembrar os dias de pequeno,
E a viva dança, e a lépida cantiga,

Quis transportar ao verso doce e ameno
As sensações da sua idade antiga,
Naquela mesma velha noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno.


Escolheu o soneto . . . A folha branca
Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca,
A pena não acode ao gesto seu.


E, em vão lutando contra o metro adverso,
Só lhe saiu este pequeno verso:
"Mudaria o Natal ou mudei eu?"


(Machado de Assis

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Raiou uma luz

"No principio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia, e havia escuridão sobre a face do abismo, e o espirito de Deus se movia sobre a face das aguas.."

E disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. E Deus crou o homem à sua imagem, a imagem de Deus o criou, macho e fêmea Ele os criou."

E toda tarde pela viração do dia Deus visitava o homem no maravilhoso jardim. Tudo era perfeito.

Mas o homem pecou, e de Deus se afastou, sem ao menor saber que ele iria morrer. Eis porque, como por meio de um só homem entrou o pecado no mundo, assim a morte passou a todo o gênero humano, porque todos pecaram" ( Rm. 5.12)).

Li, certa vez um poema intitulado Saudades de Deus em que o autor afirma que grande parte da humanidade fica deprimida no final do dia Ele, o poeta , faz a seguinte pergunta: "Será que a morte do sol do dia? Leva consigo a alegria/Deixando a melancolia? Em seguida o poeta assim explica o fenômeno: a tardinha, lá no Éden, era a hora da visitação, quando o Criador se encontrava com a criatura, por isso que a tardinha, quase sempre, o homem se deprime - é a Saudade de Deus.

O pecado afastou o homem de Deus . Entretanto, Deus a parte ofendida , quis restabelecer a amizade, porque amou o homem - sua criação , parte ofensora. e em seu infinito amor planejou o resgate do homem "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o teu descendente. Este te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar" - Gênesis 3.15 - 1450 a 1410 A.C

Era o anuncio em primeira mão de que o descendente de mulher, que é Cristo, pisaria a cabeça da serpente (o diabo) Aí temos uma das mais importantes profecias biblica ,que a partir deste ponto começa a cadeia de referencias para o nascimento de Cristo, passando por Sete, Noé, Abrãqo, judá e Davi..., até que o apóstolo Paulo diz em Gálatas4.4, 5: Vindo, porém, a plenitude dos tempos,Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavaqm sob a lei, a fim de que recebeassemos a adoção de filhos"

Isaias também profetizou o nascimento do Salvador: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz".Is 9.6

Mais de setecentos anos após essa profecia, uma jiovenzinha de nome Maria recebeu uma visita de um anjo que anunciou-lhe que ela seria a mãe do Redentor. Maria alegrou-se com a noticia e assim cantou:

"A minhalma engradece ao Senhor,

E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador,

Porque atentou na baixeza de sua serva,

Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada,

Porque grandes coisas me fez o Senhor,

Santo é o seu nome,

E a sua misericórdia e de geração em geração sobre os que o temem."


E o menino-Deus nasceu em Belém de Judá:

" Mas tu Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti ´ é que sairá àquele que reinará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos imemoriais, desde os dias da eternidade".(Miqueias 5.2).

Anjos, pastores, cientistas foram visitar o bebê em seu humilde berço. Sobre a humilde manjedoura já havia a sombra da cruz....

Ele foi morto crucificado. O diabo se alegrou achando-se vencedor dessa guerra. Mas não., a profecia estava se cumprindo Jesus ressuscitou venceu a morte e esmagou a serpente....

(.....)


Jesus crucificado
e o inferno em festa se alegrou
pensavam ter vencido e derrotado o salvador
mas não eram os cravos o que prendiam na cruz
foi o meu pecado que matou Jesus.
O dia fez-se em trevas e o universo inteiro estremeceu
a multidão perdida viu que aquele era o filho de Deus
o véu do templo se rasgou e hoje eu posso entrar
no santo dos santos venho adorar.

Hoje eu sou livre para amar a Deus
viver vitorioso como um filho seu
hoje eu sou livre para celebrar
o pecado nao pode mais me dominar.

Bem no meio da festa o diabo começou a ouvir
passos fortes que tremiam toda terra e foi conferir
quando as portas se abriram e ao Cordeiro viu
como um leão Jesus rugiu.
Caiu como serpente e todo principado se prostrou
o Leão de Judá pisou bem forte e os esmagou
tomou as chaves das mãos do diabo
abriu minhas cadeias e me resgatou.
(...)
(Letra Ana Paula Valadão)

"...sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz" (Isaias 9.1,2 e Mateus 4. 15 ,16)
















sábado, 20 de dezembro de 2008

Quem Sabe um Dia

"Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois
Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois"

Carlos Drummond de Andrade

O Bêbado e O Equilibrista

http://images.allposters.com/images/77/039_70230.jpg

Composição: João Bosco e Aldir Blanc


Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos...

A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel

E nuvens!
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Prá noite do Brasil
Meu Brasil!...

Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora!
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarisses
No solo do Brasil...

Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança...

Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar...

Asas!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar...


Oxford quer proibir a palavra Natal

Censura


O Conselho de dirigentes de Oxford decidiu proibir este ano a palavra Natal e substituir-la por 'Festival das Luzes de Inverno'. Com isso, deseja-se censurar tudo o que lembre que 'as natalinas' sejam festas cristãs, tentando convertê-las em algo indiferente e centrado no consumo de mercadorias.

Líderes regionais asseguram que a medida é "ridícula". Sabir Mirza Hussain, presidente do Conselho Muçulmano de Oxford, dsse: 'Todo o mundo espera essas festas. Cristãos, muçulmanos e outras religiões, todos esperamos o Natal. Estou enojado e muito, muito decepcionado. O Natal é especial e não devemos ignorá-lo".

Do mesmo modo, expressou-se o rabino Eli Bracknell, quie assegurou que "é importante manter a 'Navidade' tradicional britânica. Qialquer coisa que afete a cultura tradicional e o cristianismo no Reino Unido não é positivo para a identidade britânica".

A idéia de renomear o Natal como 'Festival das luzes de inverno' provém da organização 'Oxford Inspires' (Oxford Inspira).

Surrupiado na Caradura do blog Antena Paranoica

Dias Melhores

http://caminhando.blogs.sapo.pt/arquivo/Mar,16%20104.jpg

Composição: Rogério Flausino

Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos
Para trás
Oh! Oh! Oh! Oh!...

Vivemos esperando
O dia em que
Seremos melhores
(Melhores! Melhores!)
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo
Oh! Oh! Oh!...

Vivemos esperando
O dia em que seremos
Para sempre
Vivemos esperando
Oh! Oh! Oh!
Dias melhores prá sempre
Dias melhores prá sempre
(Prá sempre!)...

Vivemos esperando
Dias melhores
(Melhores! Melhores!)
Dias de paz
Dias a mais
Dias que não deixaremos
Para trás
Oh! Oh! Oh!...

Vivemos esperando
O dia em que
Seremos melhores
(Melhores! Melhores!)
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo
Oh! Oh! Oh!...

Vivemos esperando
O dia em que seremos
Para sempre
Vivemos esperando
Oh! Oh! Oh!...

Dias melhores
Prá sempre...(4x)

Uh! Uh! Uh! Oh! Oh!
Prá sempre!
Sempre! Sempre! Sempre!...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Desaguar

http://www.morrodomoreno.com.br/Downloads/AA%20073.jpg

REQUIEM POR MIM

Aproxima-se o fim.
E tenho pena de acabar assim.
Em vez de natureza consumada,
Ruína humana.
Inválido do corpo
E tolhido da alma.
Morto em todos os órgãos e sentidos.
Longo foi o caminho e desmedidos
Os sonhos que nele tive.
Mas ninguém vive
Contra as leis do destino.
E o destino não quis
Que eu me cumprisse como porfiei.
E caísse de pé, num desafio
Rio feliz a ir de encontro ao mar
Desaguar,
E, em largo oceano, eternizar
O seu esplendor torrencial de rio.

MIGUEL TORGA (1907 – 1995), DIARIO XVI

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Quando o circo pegar fogo.....




Num teatro ocorreu um início de incêndio nos bastidores. O palhaço veio ao palco avisar o público. Acharam que era uma piada e ficaram aplaudindo; ele repetiu o aviso; as gargalhadas tornaram-se ainda mais fortes. Assim, eu penso que o mundo vai naufragar sob júbilo geral de cabeças engraçadas que hão de crer tratar-se de uma piada.

Diapsalmata, de Sören Kierkegaard - escritor, filósofo e teólogo dinamarquês do séc. XIX

Selos NATAL - Inglaterra









segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Igrejas para todos os gostos


Fenômeno do crescimento evangélico no país dissemina a Palavra de Deus,

Qualquer pessoa que ande pelas ruas das grandes cidades brasileiras há de ficar impressionado com a quantidade de igrejas evangélicas. São templos, pontos de pregação, salas e até portinhas, onde o nome de Jesus é exaltado e o povo de Deus reúne-se para exercer a sua fé. Símbolo da expansão do segmento evangélico na sociedade brasileira, a proliferação de igrejas, se por um lado possibilita a disseminação da Palavra de Deus, por outro, gera situações curiosas. Há ruas com vários templos e até mesmo congregações que funcionam coladas parede a parede. Agora, engraçado mesmo – com todo respeito, claro! – é conferir o nome de algumas igrejas. Existe, por exemplo, uma certa Assembléia de Deus Com Doutrinas e Sem Costumes, no subúrbio do Rio de Janeiro. No interior de Minas, funciona a Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará. Isso sem falar na Igreja Cuspe de Cristo, em São Paulo.
Pode-se discutir o gosto de quem inventa tais nomes, mas o fato é que os aproximadamente 26 milhões de evangélicos brasileiros têm à disposição um variadíssimo cardápio de opções para filiação religiosa. Curiosos, bizarros e imaginativos, os nomes de igrejas, digamos, originais, compõem uma extensa lista: há, por exemplo, a Igreja Pentecostal Alarido de Deus, de Anápolis (GO), cujos cultos não devem ser nada silenciosos; a Igreja Evangélica Deus Pentecostal da Profecia, de São Mateus (ES), que não deixa dúvidas sobre o caráter avivado do povo que se reúne ali; ou ainda a Igreja Evangélica Vida Profunda, da Itaperuna (RJ), onde o crente, já na entrada, recebe um estímulo para deixar de lado a superficialidade na sua relação com Deus. Já a Igreja da Revelação Rápida parece ter sido feita de encomenda para os fiéis mais apressadinhos. Há ainda muitas outras (ver quadro), quase sempre pequenas denominações pentecostais dirigidas por líderes leigos, onde o que vale é a espontaneidade litúrgica e uma boa dose de improvisação.
Mais do que simples tendência, a proliferação das igrejas evangélicas, há alguns anos, já chama a atenção como fenômeno sociológico. Nos anos 90, o Instituto Superior de Estudos da Religião (Iser) debruçou-se sobre os números e chegou a uma conclusão de espantar: só no Grande Rio, cinco novas igrejas surgiam... por semana! E as coisas só aumentaram de lá para cá. Números confiáveis não existem, mas levantamentos realizados por entidades missionárias apontam para a existência de cerca de 150 mil templos e casas de culto evangélicas no país. “Hoje, há uma média de 1,5 mil pessoas por igreja no Brasil”, diz o pesquisador Louranço Kraft, do Serviço para a Evangelização da América Latina (Sepal). Claro, elas concentram-se nos centros urbanos. Em regiões como a Amazônia ou o interior do Nordeste, a presença evangélica permanece extremamente rarefeita. Razões para tanto crescimento não faltam – além do evangelismo ostensivo, responsável por novas conversões, as igrejas evangélicas costumam receber muitos ex-fiéis de outras confissões, como o catolicismo e o espiritismo.
Há ainda outro aspecto – a ruptura com antigos dogmas, como restrições quanto a usos e costumes e normas rígidas de vestuário. “Os evangélicos aboliram a vida ascética que antes preconizavam”, avalia o doutor em sociologia Ricardo Mariano, autor do livro Neopentecostais – Sociologia do novo pentecostalismo no Brasil (Edições Loyola). Segundo ele, os crentes, cada vez mais adaptados à sociedade, conseguem fazer seu discurso penetrar com mais facilidade, atraindo novos adeptos até mesmo em setores das classes média e alta, tradicionalmente mais avessos à mensagem do Evangelho.
Bem menos acadêmico, mas igualmente sintomático, é o estudo desenvolvido por Orlando Corrêa Neves Castor, 17 anos, estudante de tradições e cultos religiosos. Ele, que mora em Teresópolis (RJ), criou um site sobregrejas com nomes curiosos (www.igrejologia.hpg.ig.com.br). Evangélico, o rapaz conta que a idéia de elaborar a página virtual veio depois de ver tantos nomes diferentes de igrejas. “Comecei o trabalho procurando em listas telefônicas de vários estados”, conta. “Depois, muitas pessoas se interessaram e começaram a mandar colaborações para a lista. Alguns nomes adotados são bem exóticos.”
“Sede mundial” – Segundo Orlando, a maioria das igrejas com este perfil tem localização restrita, ao contrário das denominações mais antigas e tradicionais, como Metodista, Quadrangular ou Luterana, cuja abrangência é nacional. “Noventa por cento delas funcionam em pequenos imóveis alugados, em bairros pobres”, comenta o estudante. No meio do bolo, há uma proliferação desenfreada de congregações evangélicas, muitas delas funcionando sem alvará e à margem de outras exigências legais. “Além disso, a falta de cultura e informação de seus criadores é patente”, aponta. Como exemplo, ele cita uma certa Igreja Evangélica Muçulmana Javé É Pai, e outra, tão bizarra quanto: Igreja Cristã Evangélica Espírita Nacional. “Nos dois nomes há união de religiões que não se relacionam entre si. Como um evangélico pode ser muçulmano ou espírita ao mesmo tempo?”, indaga.
Orlando não esconde que o objetivo do bem humorado levantamento que fez é, também, “criticar abusos praticados em nome da fé das pessoas”. Há pouco tempo, o jornal carioca Balcão, especializado em classificados de todo tipo – ali vende-se varas de pesca, violoncelos, apartamentos, coleção de gibis do Homem-Aranha e tudo o que se possa imaginar –, publicou um anúncio esquisitíssimo. Anunciava-se a oferta de uma igreja evangélica, equipada com som e móveis e que tinha “cerca de 200 membros”, que talvez jamais imaginassem virar objeto de uma transação do gênero. O problema é que fica muito difícil separar o trigo, ou seja, aqueles crentes sérios cujo objetivo ao abrir uma igreja é simplesmente atender um chamado divino e fazer a obra do Senhor, do joio – no caso, os picaretas que vêem a criação de uma congregação apenas como opção de negócio.
A multiplicação de igrejas só acontece porque, no Brasil, é muito fácil abri-las. É o que diz Rubens Moraes, 71, pastor da Assembléia de Deus de Madureira, no Rio. Ele também é contador e trabalha há quase 40 anos na área de legalização de entidades evangélicas. “Para se abrir uma igreja, não é necessário muita coisa”, explica. “Junta-se uma diretoria composta por oito pessoas; depois convoca-se uma reunião para emitir a ata de fundação. A partir daí, basta elaborar o estatuto e registrá-lo no cartório”, ensina. Com este registro, é possível solicitar o cartão do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, o CNPJ, o que pode ser feito até pela internet.
Segundo Rubens, todo o processo é baratíssimo. “Se o próprio interessado quiser fazer tudo, vai desembolsar cerca de R$ 250. Caso prefira contratar um contador, o gasto fica entre 600 e mil reais.” Isso, claro, se o empreendedor não preferir fazer tudo clandestinamente e atuar ao arrepio da lei. Especialista no assunto – ele é autor do livro Legislação para igrejas e entidades sem fins lucrativos, editado pela CPAD –, Rubens Moraes admite que não há como exercer controle sobre quem resolve criar uma igreja. “A lei permite a abertura por qualquer pessoa, mas não pode avaliar os interesses e a seriedade de cada um. Isso abre oportunidades para os aventureiros.” Ele conta que foi procurado recentemente por uma empresária que decidiu colocar uma igreja em seu nome. “Ela construiu, com o seu dinheiro, a comunidade. Apesar de não ser pastora nem nada, ela tem direito de tornar-se presidente da obra.”
Outra estratégia muito utilizada, até mesmo em busca de legitimidade, é a inclusão do nome de uma denominação já conhecida. É grande a quantidade de comunidades independentes que adotam, por exemplo, nomes como “Assembléia de Deus de tal-tal-tal, ou “Igreja Batista disso-ou-daquilo”, mesmo sem ter quaisquer vínculos com as convenções batistas ou assembleianas estabelecidas. “Este tipo de procedimento nos incomoda bastante, inclusive porque não temos qualquer controle sobre a doutrina ou liturgia praticada nestas igrejas”, comenta um pastor ligado à Convenção Batista Fluminense que, para evitar constrangimentos de parte a parte, pediu para não ser identificado.
Ele diz que a entidade já teve problemas com isso – segundo o pastor, houve casos, por exemplo, de fiéis dessas igrejas de linha independente buscarem algum tipo de satisfação por desvios de conduta de seus líderes. “A marca ‘Igreja Batista’ é respeitada até mesmo fora dos meios evangélicos. Então, há pessoas que se aproveitam disso e usam o nome de nossa denominação para passar credibilidade.” Interessante, também, é a megalomania encerrada em nomes grandiloqüentes, tais como “sede mundial” ou “ministério internacional”. Às vezes, igrejinhas que possuem um único templo ostentam, orgulhosas, placas com tais dizeres. Isso quando o nome do mandachuva não aparece em letras garrafais, às vezes, maiores até do que os nomes “Deus” ou “Jesus”.
Bacalhau com feijoada – O professor Paulo Donizéti Siepierski, 43 anos, crente batista de Recife (PE) e membro da Associação Brasileira de História das Religiões, aponta noutra direção. Para ele, a criatividade dos nomes é fundamental para o sucesso do empreendimento. “A concorrência no ‘mercado religioso’ tornou-se bastante acirrada nos últimos anos. Então, a necessidade de se diferenciar neste ‘mercado’ passou a ser imperativa”, explica. Paralelamente, salienta o estudioso, ocorreu uma crise de fidelidade no denominacionalismo. “Uma vez que as pessoas não estão mais buscando respostas convencionais, como as que as igrejas históricas oferecem em suas confissões de fé, mas ao contrário, estão atrás de uam espécie de bricolagem, passou a ser natural que os próprios nomes das novas igrejas simbolizassem tal possibilidade.”
Irônico, o professor usa como comparação os restaurantes de comida a quilo. “No restaurante tradicional, você recebe um cardápio com pratos já montados; no de refeições por quilo, o cliente é quem escolhe a combinação de alimentos, por mais contraditório que possam parecer. Dá até para misturar bacalhau com feijoada.” Sipierski vai além: para ele, a sobrevivência da nova igreja dependerá em grande parte da capacidade em expressar, através de seu nome, aquilo que ela pensa ser sua vantagem comparativa em relação à concorrência. “Precisamos entender que as pessoas não estão em busca de uma doutrina supostamente correta. Hoje, muitos buscam solução para seus problemas e um lugar onde se sintam bem.”
“Tanta criatividade não é bom sinal”, faz coro o historiador Jaime Francisco de Moura, 42, de Brazilândia (DF). Católico, ele é autor do livro As diferenças entre a Igreja Católica e igrejas evangélicas e bate pesado: “Muitas dessas igrejas com nomes fantásticos e chamativos prejudicam o cristianismo”, radicaliza. Para Moura – que, como muitos católicos e o próprio papa, insistem em chamar correntes pentecostais de “seitas” –, o crescimento destas novas denoninações tende a aumentar. “A Palavra de Deus é sagrada e não pode estar na boca de qualquer indivíduo. É preciso haver autoridades competentes para proclamar o Evangelho. Muitos acham que são iluminados pelo Espírito Santo, mas no fundo são movidos pelo erro e pelo engano”, reclama. Na opinião do historiador, qualquer pessoa que pretenda assumir um cargo de dirigente espiritual deveria ter, no mínimo, curso de teologia ou filosofia. Por mais que seja desejável estabelecer critérios deste tipo, contudo, não se deve esquecer que a história do cristianismo está cheia de líderes leigos que fizeram um tremendo trabalho espiritual, a começar pelos próprios discípulos de Jesus – os quais, segundo seus contemporâneos, eram homens “iletrados e incultos”, mas foi através deles que a a fé cristã chegou até nós. Isso sem falar na explosão evangélica verificada no Brasil na segunda metade do século 20, protagonizada, quase sempre, por pastores sem qualquer formação teológica. E não é apenas no protestantismo que o laicato tem destaque. Nas comunidades eclesiais de base, berço da renovação do catolicismo durante os anos 60 e 70, destacavam-se os líderes leigos.
Revelação de Deus – Na outra ponta, pastores que dirigem comunidades que poderiam entrar em qualquer levantamento sobre denominações curiosas, demonstram não apenas convicção espiritual, como também, muita consciência de seu papel. Caso do pastor José Basílio dos Reis, 55 anos, responsável pela Igreja Assembléia dos Primogênitos, de São Paulo. Ele explica que a denominação surgiu devido a uma revelação divina, e admite que ter um nome diferente atrai algumas pessoas para a congregação. “Muitos chegam movidos pela curiosidade, e acabam tendo um encontro com Cristo”, salienta. Contudo, o pastor exorta que, antes de se filiar a qualquer igreja, é fundamental que o aspirante a membro observe suas normas, conheça os líderes e, acima de tudo, peça a orientação do Senhor. “Hoje, há muita gente criando igrejas apenas para arrecadar dinheiro. Isso é um escândalo”, indigna-se.
Para o pastor Mizael Lima de Souza, presidente da Igreja Universal Assembléia dos Santos, com sede em São Paulo, mais importante do que o nome é a valorização do Evangelho e uma conduta justa e transparente que possa dar exemplo à sociedade. “Quando vamos evangelizar, muita gente pergunta se nossa igreja é uma mistura da Universal [do Reino de Deus] com a Assembléia [de Deus], e eu explico que não”, diz ele. O pastor conta que o nome surgiu de uma revelação divina a uma senhora crente há 45 anos – bem antes, portanto, do surgimento da Igreja Universal, a do bispo Edir Macedo, fundada em 1977. “Essa irmã era professora da Escola Bíblica e certo dia foi orar, pois via que sua igreja não obedecia certos preceitos bíblicos. Então, o Senhor disse a ela que o seguisse, pois iria usá-la para levantar uma obra à semelhança da Igreja Primitiva”. Mizael explica que o nome de sua denoninação é baseado nas passagens bíblicas de Hebreus 12:22 e Salmo 89:5. “Mas o que caracteriza mesmo a Igreja do Senhor é se ela tem ou não compromisso com Deus”, conclui. (Colaboraram Marcelo Santos e Marcos Stefano)

Curiosos e criativos

Algumas igrejas e comunidades evangélicas têm nomes que misturam citações bíblicas, fervor espiritual e uma boa dose de criatividade. Confira:

Igreja da Água Abençoada
Igreja Adventista da Sétima Reforma Divina
Igreja da Bênção Mundial Fogo de Poder
Congregação Anti-Blasfêmias
Igreja Chave do Éden
Igreja Evangélica de Abominação à Vida Torta
Igreja Batista Incêndio de Bênçãos
Igreja Batista Ô Glória!
Congregação Passo para o Futuro
Igreja Explosão da Fé
Igreja Pedra Viva
Comunidade do Coração Reciclado
Igreja Evangélica Missão Celestial Pentecostal
Cruzada de Emoções
Igreja C.R.B. (Cortina Repleta de Bênçãos)
Congregação Plena Paz Amando a Todos
Igreja A Fé de Gideão
Igreja Aceita a Jesus
Igreja Pentecostal Jesus Nasceu em Belém
Igreja Evangélica Pentecostal Labareda de Fogo
Congregação J. A. T. (Jesus Ama a Todos)
Igreja Barco da Salvação
Igreja Evangélica Pentecostal a Última Embarcação Para Cristo
Igreja Pentecostal Uma Porta para a Salvação
Comunidade Arqueiros de Cristo
Igreja Automotiva do Fogo Sagrado
Igreja Batista A Paz do Senhor e Anti-Globo
Assembléia de Deus do Pai, do Filho e do Espírito Santo
Igreja Palma da Mão de Cristo
Igreja Menina dos Olhos de Deus
Igreja Pentecostal Vale de Bênçãos
Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D’Água
Igreja Batista Ponte para o Céu
Igreja Pentecostal do Fogo Azul
Comunidade Evangélica Shalom Adonai, Cristo!
Igreja da Cruz Erguida para o Bem das Almas
Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade
Igreja Filho do Varão
Igreja da Oração Eficiente
Igreja da Pomba Branca
Igreja Socorista Evangélica
Igreja ‘A’ de Amor
Cruzada do Poder Pleno e Misterioso
Igreja do Amor Maior que Outra Força
Igreja Dekanthalabassi
Igreja dos Bons Artifícios
Igreja Cristo é Show
Igreja dos Habitantes de Dabir
Igreja ‘Eu Sou a Porta’
Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo
Igreja da Bênção Mundial
Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse
Igreja Pentecostal do Pastor Sassá
Igreja Sinais e Prodígios
Igreja de Deus da Profecia no Brasil e América do Sul
Igreja do Manto Branco
Igreja Caverna de Adulão
Igreja Este Brasil é Adventista
Igreja E.T.Q.B (Eu Também Quero a Bênção)
Igreja Evangélica Florzinha de Jesus
Igreja Cenáculo de Oração Jesus Está Voltando
Ministério Eis-me Aqui
Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia
Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará
Igreja de Deus Assembléia dos Anciãos
Igreja Evangélica Facho de Luz
Igreja Batista Renovada Lugar Forte
Igreja Atual dos Últimos Dias
Igreja Jesus Está Voltando, Prepara-te
Ministério Apascenta as Minhas Ovelhas
Igreja Evangélica Bola de Neve
Igreja Evangélica Adão é o Homem
Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado
Ministério Maravilhas de Deus
Igreja Evangélica Fonte de Milagres
Comunidade Porta das Ovelhas
Igreja Pentecostal Jesus Vem, Você Fica
Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe de Cristo
Igreja Evangélica Luz no Escuro
Igreja Evangélica O Senhor Vem no Fim
Igreja Pentecostal Planeta Cristo
Igreja Evangélica dos Hinos Maravilhosos
Igreja Evangélica Pentecostal da Bênção Ininterrupta

Luciana Mazzarelli e Carlos Fernandes


Bilhete/Limite/Arritimia/Catequese

http://www.montradigital.com/data/media/5/Beijo.jpg

BILHETE

Não te sei dizer mais.
Depois de tantos versos,
Que te baste o silêncio
Dum poeta ardente,
Que sempre, naturalmente,
Foi além das palavras
Do amor, amando.
Que, em cada beijo,
Selava os lábios que o nomeavam.
Que aprendeu, a sofrer,
Que tudo acontecia
No acontecer.
Que, até nas horas de evasão, sabia
Que a verdadeira vida vive-se a viver.



LIMITE

Pátria até que os meus pés
Se magoem no chão.
Até que o coração
Bata descompassado.
Até que eu não entenda
A voz livre do vento
E o silêncio tolhido
Das penedias.
Até que a minha sede
Não reconheça as fonts.
Até que seja outro
E para outros
O aceno ancestral dos horizontes.



ARRITMIA

A vida é lenta quando a morte tem pressa.
Faça ao corpo a promessa
De que vai acabar em breve o sofrimento
Que o tortura.
Mas, da sua clausura,
O coração,
Na cega obsessão
Com que nasceu,
Diz que não, diz que não,
A baralhar o tempo em cada pulsação
Como um relógio que endoideceu.




CATEQUESE

Reza comigo, se te queres salvar.
Deus é pura poesia,
E o poema uma humilde petição
No tempo sacrossanto da eternidade.
Reza comigo, a ler-me e a memorar
Os versos que mais possam alargar
O teu entendimento
De ti, do mundo e do negro inferno
De cada hora.
Purificada neles, terás então
No coração
A paz aliviada que te falta agora.

(Miguel Torga)

domingo, 14 de dezembro de 2008

Maior objeto de arte

Se você quiser desenhar algo que possa ser visto por alienígenas é só ir até o fundo de um lago seco, pegar um galho e fazer o maior desenho do mundo na areia

Jim Denevan fez o maior objeto de arte de todo o mundo, em meados de 2008, no fundo de um lago seco em Nevada, nos EUA. São quase 5 km de largura e 160 km de caminho para fazer o desenho.

Jim disse que “É muito grande. É a minha primeira tentativa em um lugar tão grande. Eu acho que representa cerca de sete ou oito dias de caminhada.

Apesar da imagem ser uma adição interessante à paisagem ela é transitória.

Foi completamente destruída por uma chuva forte na semana seguinte.

A foto abaixo foi feita de 4 mil metros de altura.

arte gigante

arte gigante

arte gigante

arte gigante

Abaixo, até mesmo o ônibus da equipe de Jim se perde na imensidão do desenho.

arte gigante

Outros trabalhos do artista:

arte gigante

arte gigante




Importante líder evangélico dos EUA cai após apoiar união gay

(Noticia completa clique no título)


Reverendo disse em entrevista que acreditava em 'uniões civis' e que estava mudando sua opinião.
O reverendo Richard Cizik, uma voz sincera e conservadora do cristianismo evangélico na política dos Estados Unidos, se retirou na quinta-feira, 11, da Associação Nacional de Evangélicos (NAE), depois de uma entrevista para em que defendeu união entre pessoas do mesmo sexo e disse estar "mudando" sobre o gay.
Os comentários do reverendo - feitos no dia 2 de dezembro na National Public Radio - desencadearam um tumulto que levou à sua saída da vice presidência da NAE.
Uma figura permanente em Washington por cerca de três décadas, Cizik teve um papel crucial em trazer questões evawngélicas para a política. Votos evangélicos foram centrais nas duas eleições de George W. Bush, por exemplo.
Mas em anos recentes, Cizik ganhou inimigos no movimento, por forçar a ampliação da agenda evangélica. Seu foco mais forte era o "cuidado com a criação", argumentando que os evangélicos têm responsabilidade com o meio ambiente, o que envolve lutar contra o aquecimento global.

sábado, 13 de dezembro de 2008


Robert Lee Frost (San Francisco, Califórnia, 26 de março de 1874 - 29 de janeiro de 1963) foi um dos mais importantes poetas dos Estados Unidos do século XX. Frost recebeu quatro prêmios Pulitzer.

“Um júri é um grupo de pessoas escolhidas para decidir quem tem o melhor advogado.”
Robert Frost.

Menino de 9 anos ensina, em livro, como conquistar garotas
Redação escolar do americano Alec Greven vira best seller de auto-ajuda e vai virar filme em Hollywood

REDAÇÃO ÉPOCA

 Reprodução
Alec: "Garotas não gostam de meninos desesperados"

Ele é um autor publicado, tem estilo próprio - e 9 anos de idade. O estudante americano Alec Greven virou uma espécie de celebridade ao escrever How to Talk to Girls (“como falar com as garotas”), publicado no mês passado nos Estados Unidos. Entrevistado em programas de TV famosos, o menino faz sucesso com conselhos sobre como lidar com as garotas e suas dicas devem virar filme pela Fox.

O guia, que inclui recomendações como não se mostrar desesperado e dar atenção e presentes às meninas, foi escrito primeiro como uma redação de escola. Seu objetivo, segundo Alec, era ajudar os meninos a lidar com suas paixões. “Eu queria dizer que existe uma menina para todo garoto, para eles não desistirem e não acharem que elas são rudes. Elas são só meninas”, afirmou. Os professores gostaram tanto que pediram permissão para vender a “obra” na feira da escola a US$ 3. As redes de televisão locais ficaram sabendo e alçaram o menino, que mora no Colorado, à condição de celebridade instantânea.

Seu livro, que, em sete capítulos, reúne considerações e conselhos sobre as meninas, não traz novidades, mas tem como qualidade seu tom simples e direto - típico das crianças de sua idade. Sobre os relacionamentos, ele diz: “Às vezes, você consegue fazer com que uma menina goste de você, mas, então, ela o troca por outro. A vida é dura, siga em frente! Ou, às vezes, simplesmente não dá certo. Eu tive uma paixão por uma garota na pré-escola. Então, minha família teve que se mudar e tive que apagá-la da minha mente”.

Em outro trecho, Alec fala sobre as paixões: “Muitos garotos apaixonam-se por garotas. Mas pode ser muito difícil fazer uma menina gostar de você. Às vezes, isso leva anos! O que quer que aconteça, não aja com desespero. Garotas não gostam de meninos desesperados. Então, o que fazer se você tem uma queda por uma menina? Você precisa fazer com que ela gosta de você. Você pode exibir suas habilidades, como jogar futebol ou qualquer outra coisa em que você seja bom. Se você está no Ensino Fundamental, tente fazer a garota gostar de você, não amar você. Para isso, espere até o Ensino Médio. Senão, você terá que ficar com ela por um longo tempo e isso seria muito difícil. Dica: a maioria dos garotos do Ensino fundamental pode lidar com uma garota por até 30 dias.”

Se esse trecho parece politicamente correto, Alec deixa de lado o discurso básico da auto-ajuda emocional quando recomenda que os garotos imitem alguém legal para conquistar uma menina - e não que sejam eles mesmos. O estudante também defende que as meninas bonitas têm “coração duro” e que as mais comuns são melhores como namoradas.

Se o livro de fato ajudar um garoto a conquistar uma menina, Alec recomenda: refreie seu impulso de comemorar sua conquista na frente da nova namorada. Ela pode desaprovar sua felicidade e dar um fora em você. Como auto-ajuda, um bom divertimento.

Onde está, ó morte, a tua vitória?








Enquanto caminhamos inexoravelmente para a morte via envelhecimento ou acidente ou doença, de ambas as margens do caminho se nos apresentam promessas de uma vida sem solução de continuidade. De um lado, somos convidados a colocar a nossa esperança nos recursos e nas possibilidades da ciência, ainda que vagarosa. Do outro, recebemos o desafio da fé para crer na intervenção do próprio Deus, que transformará nosso corpo atual em outro corpo, de biologia diferente, ainda que sem data anunciada.

A qual delas devemos nos apegar? Qual é a mais crível? Dar-se-á o caso de que a vitória sobre a morte anunciada nas Escrituras Sagradas é uma referência aos sucessos da engenharia médica e ao futuro da biologia?

Não é isto que a Bíblia diz. O novo corpo de que ela fala não é um corpo todo remendado e cheio de órgãos artificiais. Não se trata de mero prolongamento da vida humana, mas de uma metamorfose radical por meio da ressurreição dos mortos e da súbita transformação dos vivos em hora já estabelecida por Deus. O corpo que há de surgir dessa operação instantânea se revestirá de incorruptibilidade e de imortalidade (1 Co 15.35-58). A esperança dada pelo cristianismo é muito mais confortadora, mesmo admitindo que a ciência consiga o êxito que pretende. A razão é simples: as descobertas da ciência não têm efeito retroativo, não podem alcançar os mortos. Mas a escatologia cristã ensina que “todos os que se acham nos túmulos ouvirão a voz do Filho de Deus e sairão” (Jo 5.29).

A ciência tem realizado proezas e devemos agradecer a Deus por ela e por seus corifeus. Graças a ela, já vencemos a varíola e a pólio. Não é necessário nos indispor contra a ciência. Mas é claro que os homens de avental branco jamais conseguirão fazer o mais difícil: retirar da natureza humana sua acentuada propensão pecaminosa, que se instala no homem “desde a sua concepção” (Sl 58.3). Contudo, Paulo ensina que Jesus “transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo de sua glória, segundo a eficácia do poder que Ele tem de até subordinar a si todas cousas” (Fp 3.21). Se a biologia do futuro não vai modificar a constituição moral do homem e ainda pretende generalizar a engenharia genética para a obtenção de filhos geneticamente superiores, quem poderá garantir a não-existência de monstros?

Na economia divina a vitória sobre a morte vem em último lugar: “Convém que Jesus reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte”. A essa altura, se cumprirá “a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória”. Vitória não por intermédio da ciência, mas “por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo”. Porque a morte não é apenas um problema biológico. É também um problema de salvação porque se relaciona intimamente com o pecado. Então se dirá: “Onde está, ó morte, a tua vitória? onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1 Co 15.25-26, 54-57.)


Retirado da Revista Ultimato, edição Março-Abril 2000.


Andança


Composição: Edmundo Souto

Vi tanta areia
Andei
Na lua cheia eu sei
Uma saudade imensa
Vagando em verso eu vim
Vestido de cetim
Na mão direita rosas
Vou levar

Olha a lua mansa a se derramar
(me leva amor)
Ao luar descansa meu caminhar
(amor)
Seu olhar em festa cantando eu vim
(me leva amor)
Só não faço trégua, sou mesmo assim
(por onde for quero ser seu par)

Já me fiz a guerra por não saber
(me leva amor)
Que esta guerra encerra meu bem-querer
(amor)
Jamais termina meu caminhar
(me leva amor)
Só o amor me ensina onde vou chegar
(por onde for quero ser seu par)

Rodei de roda andei
Dança da moda eu sei
Cansei de ser sozinho
Verso encantado usei
Seu namorado é rei
Nas lendas do caminho onde andei

No passo da estrada só faço andar
(me leva amor)
Tenho a minha amada a me acompanhar
(amor)
Vim de longe léguas cantando eu vim
(me leva amor)
Vim cantar a seresta que um dia eu fiz
(por onde for quero ser seu par)

Já me fiz a guerra por não saber
(me leva amor)
Que esssa guerra encerra meu bem-querer
(amor)
E jamais termina meu caminhar
(me leva amor)
Só o amor me ensina onde vou chegar
(por onde quero ser seu par)

Me leva amor
Amor, me leva amor
Por onde for
Quero ser seu par

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ingratidão - Raul de Leoni

Nunca mais me esqueci! ...Eu era criança

E em meu velho quintal, ao sol-nascente,

Plantei, com a minha mão ingênua e mansa,

Uma linda amendoeira adolescente.


Era a mais rútila e íntima esperança...

Cresceu... cresceu... e aos poucos, suavemente,

Pendeu os ramos sobre um muro em frente

E foi frutificar na vizinhança...


Daí por diante, pela vida inteira,

Todas as grandes árvores que em minhas

Terras, num sonho esplêndido semeio,


Como aquela magnífica amendoeira,

E florescem nas chácaras vizinhas

E vão dar frutos no pomar alheio...

1895 / 1926



"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus. O homem chega a desanimar-se da virtude, a rir da honra, e ter vergonha de ser honesto".

-- Rui Barbosa


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Caso Raposa do Sol - não ficou claro se o Tribunal aceita a demarcação em ilhas ou a demarcação contínua em toda a extensão,

Ministro Gilmar Mendes diz que decisão sobre Raposa norteará as demais terras indígenas

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, disse em entrevista coletiva à imprensa que, a partir da decisão da Corte sobre a Raposa Serra do Sol, as próximas demarcações de terras indígenas deverão seguir o padrão adotado pelos ministros nessa ação. Veja a íntegra da entrevista sobre o julgamento da PET 3388, que trata da demarcação da reserva indígena em Roraima:

Com essa definição de deixar o julgamento para o próximo ano, o senhor tem idéia de quando vai ser retomado o julgamento?

Ministro Gilmar Mendes – Vamos aguardar. O ministro Marco Aurélio, como todos sabem, é bastante célere e certamente vai trazer logo, espero que ainda no início do semestre possamos julgar isso definitivamente.

Legitimidade da demarcação

Ministro Gilmar Mendes – Hoje já temos votos claros no sentido de que a demarcação é legítima. Aguardam-se três votos, mas há votos nesse sentido. Vamos agora esperar o voto-vista do ministro Marco Aurélio, mas a liminar subsiste e em pouco tempo nós teremos decidido. Se os senhores olharem em termos de paradigmas temporais, salvo engano essa questão chegou ao Supremo em 2005. O início do julgamento se deu há cem dias. Portanto, estamos trabalhando dentro de paradigmas sociais e políticos bastante sólidos e importantes. Nós estamos decidindo de forma responsável um tema relevante e controverso. Muitos ministros inclusive se disporiam a trilhar um outro caminho, mas falaram inclusive no fato consolidado, na existência de pouca clareza. Portanto não ficou claro se o Tribunal aceita a demarcação em ilhas ou a demarcação contínua em toda a extensão, mas julgou-se o caso específico.

Por outro lado, o Tribunal se pronunciou sobre como deve ser a demarcação nos novos casos e os casos em curso. Há pronunciamentos nesse sentido: a participação dos estados ou dos municípios, a necessidade de uma participação plural de técnicos, para que não haja um único antropólogo. Leiam lá as proposições do ministro Menezes Direito, que foram subscritas por todos os ministros. A partir de agora, todos nós temos um tempo para reflexão, inclusive o governo, porque ele vai ter de reconstituir todo o procedimento demarcatório.

Para o senhor, a decisão que for tomada aqui no Supremo vai servir como referência para outras ações que também tratam de demarcação de terras indígenas?

Ministro Gilmar Mendes – É isso que se extrai da decisão que está sendo proferida. Muitos dos votos ressalvaram a situação concreta, mas projetaram o que deve presidir as demarcações doravante.

Dizem que havia uma expectativa de que o Supremo ia buscar um meio termo na questão. Os votos proferidos até agora confirmam essa expectativa?

Ministro Gilmar Mendes – Esses são conceitos jornalísticos, quanto ao meio termo. Eu tenho a impressão de que o Tribunal está fixando uma orientação quanto à legitimidade desta demarcação e está dizendo também que há que ter uma série de cuidados em relação a novas demarcações. E mesmo em relação a esta demarcação o Tribunal também disse o que se pode lá fazer, o que não se pode lá fazer; em relação ao uso de bem público, dos bens que estão na fronteira, a questão das afetações, da dupla afetação – como é o caso por exemplo deste parque em Monte Roraima. Em suma, nós temos aí uma série de diretrizes que afetam também o uso do bem Raposa Serra do Sol, do território Raposa Serra do Sol.

MG/EH

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Justiça Social na Bíblia


http://img163.imageshack.us/img163/6318/mesii4kj.jpg
Muito antes de aparecer a expressão moderna justiça social, a Bíblia já falava: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". Deus tem interesse no bem-estar social do ser humano. Essa realidade é facilmente encontrada em toda a Bíblia. Podemos notar claramente que o conceito de justiça é um dos pilares da Bíblia que têm a finalidade não só de dar uma visão espiritual ao mundo, através de contato com às leis de Deus, mas também orientar nas relações entre os governantes e governados, empregados e empregadores, e os direitos dos estrangeiros dos órfãos, das viúvas.
No Novo Testamento encontramos esses mesmos princípios, como nas parábolas de Jesus ao pregar a justiça divina. Ele conta que o senhor de uma vinha contratou diversos trabalhadores e combinou o pagamento com cada um deles. No final do trabalho, começou a pagar pelo último que havia chegado quase no final do dia. Pagou-lhe a dia inteiro.O que chegara primeiro perguntou: “Como pagas a mim o mesmo que a ele que só trabalhou poucas horas, se eu trabalhei o dia todo?”. “Ora”, respondeu o senhor, “ você não vê que estou lhe pagando o que ambos combinamos como justo e que o último que aqui chegou também tem o direito de receber o necessário para o sustento de sua família?”

Tsedakah é uma palavra hebraica que significa justiça social, ajuda mútua, cuidado dos órfãos. Ela contém um ensino bíblico, onde o Eterno não nos dá espaço para concessão. Fazer justiça, honrar a dignidade da viúva, do órfão, do estrangeiro, do vulnerável e do negligenciado não implica em escolha, nós não temos a liberdade para dizer não: “Pois nunca deixará de haver pobre na terra; pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra.” ( Dt 15:11)

Declaração Universal dos Direitos Humanos - 60 anos


Direitos Humanos


CONSIDERANDO que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da familia humana e seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo, CONSIDERANDO que o desprezo e o desrespeito pelos direitos do homem resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade, e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade,
CONSIDERANDO ser essencial que os direitos do homem sejam protegidos pelo império da lei, para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão, CONSIDERANDO ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, CONSIDERANDO que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos do homem e da mulher, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla, CONSIDERANDO que os Estados Membros se comprometeram a promover, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos e liberdades fundamentais do homem e a observância desses direitos e liberdades, CONSIDERANDO que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso,



A Assembléia Geral das Nações Unidas proclama a presente "Declaração Universal dos Direitos do Homem" como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.


Artigo 1
Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.


Artigo 2
I) Todo o homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
II) Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.


Artigo 3
Todo o homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.


Artigo 4
Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos estão proibidos em todas as suas formas.


Artigo 5
Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.


Artigo 6
Todo homem tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.


Artigo 7
Todos são iguais perante a lei e tem direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos tem direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.


Artigo 8
Todo o homem tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.


Artigo 9
Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.


Artigo 10
Todo o homem tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.


Artigo 11
I) Todo o homem acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias a sua defesa.
II) Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituiam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.


Artigo 12
Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques a sua honra e reputação. Todo o homem tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.


Artigo 13
I) Todo homem tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.
II) Todo o homem tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.


Artigo 14
I) Todo o homem, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países.
II) Este direito não pode ser invocado em casos de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos objetivos e princípios das Nações Unidas.


Artigo 15
I) Todo homem tem direito a uma nacionalidade.
II) Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.


Artigo 16
I) Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, tem o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.
II) O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.
III) A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.


Artigo 17
I) Todo o homem tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.
II) Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.


Artigo 18
Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observâcia, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.


Artigo 19
Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras.


Artigo 20
I) Todo o homem tem direito à liberdade de reunião e associação pacíficas.
II) Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.


Artigo 21
I) Todo o homem tem o direito de tomar parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.
II) Todo o homem tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.
III) A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.


Artigo 22
Todo o homem, como membro da sociedade, tem direito à segurança social e à realização, pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indipensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento de sua personalidade.


Artigo 23
I) Todo o homem tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.
II) Todo o homem, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.
III) Todo o homem que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como a sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.
IV) Todo o homem tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses.


Artigo 24
Todo o homem tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas.


Artigo 25
I) Todo o homem tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e be
star, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à seguranca em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda de meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle.
II) A maternidade e a infância tem direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social.


Artigo 26
I) Todo o homem tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnic
rofissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
II) A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos do homem e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
III) Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.


Artigo 27
I) Todo o homem tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do progresso científico e de fruir de seus benefícios.
II) Todo o homem tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor.


Artigo 28
Todo o homem tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.


Artigo 29
I) Todo o homem tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.
II) No exercício de seus direitos e liberdades, todo o homem estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.
III) Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas.


Artigo 30
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer direitos e liberdades aqui estabelecidos.


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A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela ONU em 10 de dezembro de 1948 (A/RES/217). Esboçada principalmente por John Peters Humphrey, do Canadá, mas também com a ajuda de várias pessoas de todo o mundo - Estados Unidos, França, China, Líbano etc., delineia os direitos humanos básicos.

Embora não seja um documento que representa obrigatoriedade legal, serviu como base para os dois tratados sobre direitos humanos da ONU, de força legal, o Tratado Internacional dos Direitos Civis e Políticos, e o Tratado Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais. Continua a ser amplamente citado por acadêmicos, advogados e cortes constitutionais.

Fonte : Wilkipedia

 
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