Rato de rua
Irrequieta criatura
Tribo em frenética proliferação
Lúbrico, libidinoso transeunte
Boca de estômago
Atrás do seu quinhão
Vão aos magotes
A dar com um pau
Levando o terror
Do parking ao living
Do shopping center ao léu
Do cano de esgoto
Pro topo do arranha-céu
Rato de rua
Aborígene do lodo
Fuça gelada
Couraça de sabão
Quase risonho
Profanador de tumba
Sobrevivente
À chacina e à lei do cão
Saqueador da metrópole
Tenaz roedor
De toda esperança
Estuporador da ilusão
Ó meu semelhante
Filho de Deus, meu irmão
Rato
Rato que rói a roupa
Que rói a rapa do rei do morro
Que rói a roda do carro
Que rói o carro, que rói o ferro
Que rói o barro, rói o morro
Rato que rói o rato
Ra-rato, ra-rato
Roto que ri do roto
Que rói o farrapo
Do esfarra-rapado
Que mete a ripa, arranca rabo
Rato ruim
Rato que rói a rosa
Rói o riso da moça
E ruma rua arriba
Em sua rota de rato
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Ode aos Ratos - Chico Buarque
quarta-feira, 5 de maio de 2010
21 de abril - Dia Internacional da Terra
Em 1972 celebrou-se a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar os líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicá-los.
O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas.
O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos na naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.
No Dia da Terra todos estamos convidados a participar em atividades que promovam a saúde do nosso planeta, tanto a nível global como regional e local.
"A Terra é nossa casa e a casa de todos os seres vivos. A Terra mesma está viva. Somos partes de um universo em evolução. Somos membros de uma comunidade de vida independente com uma magnífica diversidade de formas de vida e culturas. Sentimo-nos humildes ante a beleza da Terra e compartilhamos uma reverência pela vida e as fontes do nosso ser..."
Surgiu como um movimento universitário, o Dia da Terra converteu-se em um importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas utilizam-no como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Para onde vai a minha vida, e quem a leva?
Por que faço eu
sempre o que não queria?
Que destino contínuo se passa em mim na treva?
Que parte de mim, que eu desconheço, é que me guia?
O meu destino
tem um sentido e tem um jeito,
A minha vida segue uma rota e uma escala
Mas o consciente de mim é o esboço imperfeito
Daquilo que faço e sou:
não me iguala
Não me compreendo nem no que, compreeendendo, faço.
Não atinjo o fim ao que faço pensando num fim.
É diferente do que é o
prazer ou a dor que abraço.
Passo, mas comigo não passa um eu que há em mim.
Quem sou, senhor, na tua treva e no teu fumo?
Além da minha alma,
que outra alma há na minha?
Por que me destes o sentimento de um rumo,
Se o rumo que busco não busco, se em mim nada caminha
Senão com um
uso não meu dos meus passos, senão
Com um destino escondido de mim nos meus
atos?
Para que sou consciente se a consciência é uma ilusão?
Que sou
entre quê e os fatos?
Fechai-me os olhos, toldai-me a vista da alma!
Ó ilusões! Se eu nada sei de mim e da vida,
Ao menos eu goze esse nada,
sem fé, mas com calma,
Ao menos durma viver, como uma praia
esquecida...
"Fernando Pessoa
(1888-1935)
Mais sobre Fernando
Pessoa em
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Pessoa
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Uma pintura do Sec XIX? Errado...


Parece uma pintura do Século XIX, mas é uma fotografia.
- Ah, ja sei foi usado o recurso do fotoshop.
- Errado. E uma foto da câmara diretamente para a internet.
O autor é professor universitario no Havai seu nome: Peter Frary Kun.
Para ver as imagens maiores, acesse o site do fotógrafo.
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sábado, 10 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Que mensagem este video quis passar?
As imagens são lindas, um pouco melancólicas. A musica de fundo parece um lamento, mas as pessoas ao redor da mesa têm ares de felicidade.
Sera que esse planador de papel significa nossos sonhos, nossos desejos de liberdade sem fronteiras?
Talvêz, sim, talvêz representem um desejo profundo de paz : "ao invés de missil lancem gaivotas de paz."
Você tem uma opinião sobre o video? Então compartilhe comigo. Eu gostaria muito de saber que impressão esta historinha sem legenda te deixou.
PLANE from illuzia.net on Vimeo.


